Como obras de grafiteiros reais ganharam vida em Ghetto Zombies: Graffiti Squad

Estúdio brasileiro Fogo Games detalha como retratou o cotidiano das periferias brasileiras nos visuais e trilha sonora do seu jogo de estreia
Ghetto Zombies: Graffiti Squad, o colorido jogo de ação com visão do topo do estúdio Fogo Games e publicado pela Nuntius Games que chega aos consoles PlayStation e Nintendo Switch em 27 de agosto, ganhou detalhes de bastidores que revelam várias das decisões criativas por trás do desenvolvimento — em especial, os grafites que são um elemento central da progressão do título.
Apesar da premissa apocalíptica do jogo, retratando uma invasão zumbi em que a quebrada é a única resistência da humanidade, o time de desenvolvimento desejou criar um jogo colorido e bem-humorado, evitando remeter à tragédia e violência explícita que são vividas pelas comunidades das periferias brasileiras.
“A maior inspiração foi, sem dúvida, a vontade de ver a nossa realidade sendo representada nas mídias. A quebrada também é cenário de jogo e merece ser vista”, explica Rafael Assunção, produtor de arte da Fogo Games.

Para concretizar essa visão, o jogo também conta com várias artes autorizadas e creditadas de grafiteiros reais, especificamente de Grajaú, na Zona Sul de São Paulo, de modo a trazer mais identificação com o produto final.
“A ideia de ter grafites de pessoas reais veio principalmente de um dos idealizadores do jogo, o Samuel Aragão, que na época vivia muito a cultura grafite. As obras se misturam entre artes de grafiteiros que conhecemos pessoalmente e outros que admiramos. Ao entrar em contato com eles, fomos muito bem recebidos e tivemos todo o apoio”, afirma Rafael.
A trilha sonora do Ghetto Zombies: Graffiti Squad foi dirigida com o objetivo de percorrer diversos ritmos brasileiros presentes na cultura popular, e principalmente nas quebradas.
Segundo o time de desenvolvimento, o projeto se apoiou em gêneros que utilizam uma sonorização “sintetizada”, com instrumentos digitalizados, como é o caso de diversos ritmos presentes nas caixas de som das periferias, entre eles: o reggae; o piseiro; o funk; e o hip hop.

As trilhas de batalha também são todas baseadas na primeira geração de funks brasileiros que surgiu nos anos 90, voltada para pistas de dança.
“Isso cria uma trilha conectada com a cultura de quebrada, mas ao mesmo tempo dançante e que embala a jogabilidade, além de encaixar perfeitamente na estética de ‘música de videogame’ por causa dos seus sons de chips eletrônicos”, diz Rafael.
Faltam menos de três semanas para o aguardado lançamento de Ghetto Zombies: Graffiti Squad nos consoles PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2 em 27 de agosto de 2026.
A Nuntius Games encoraja os jogadores a adicionar o título às suas listas de desejos, pois esta é uma das formas mais efetivas de apoiar jogos independentes nas plataformas digitais.
Como parte da filosofia da publicadora, o jogo também chega ao mercado a um preço acessível para o público brasileiro: R$ 19,90 na PlayStation Store; e R$ 17,99 na Nintendo eShop, com desconto de lançamento por tempo limitado.
PlayStation https://store.playstation.com/pt-br/concept/10017024
Nintendo Switch https://www.nintendo.com/pt-br/store/products/ghetto-zombies-graffiti-squad-switch/

NOS VEMOS EM 27 DE AGOSTO!

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